“Espiritismo na cabeça é informação.

No coração é transformação”.

 

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A transição pede mudanças

 

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Se estamos transitando de "provas e expiações"  para 

"mundo de regeneração", o que isto significa?

 

Podemos continuar apáticos, esperando que "Deus estale

os dedos lá em cima" e as mudanças indispensáveis aconteçam cá embaixo?

 

E quais seriam essas

 mudanças?

 

É fácil perceber que estamos vivendo o final de uma

civilização decadente, mas também já é possível vislumbrar que estamos ensaiando os primeiros passos sobre a ponte

que nos levará a uma nova época.

 

Também nos meios espíritas há sinais dessa

transição, principalmente nas expectativas que se desenham

 nos corações de grande número de companheiros, clamando

 por mudanças, por novos enfoques, assim como também no trabalho de outros tantos, visando mais praticidade e

otimização na difícil tarefa de CRESCIMENTO INTERIOR,

que reflete a finalidade maior do próprio Espiritismo.

 

Primeira página

A transição pede mudanças

Uma palavra difícil de dizer

Revendo enfoques

Alteridade

Campanha quinzenal

Dificuldades na casa espírita?

A transição e a mediunidade

AGENDA MÍNIMA para evoluir

Experiências compartilhadas

Como posso ser fraterno

A importância da prece

Exercícios individuais

Exercícios em grupo

Crescimento interior

Viver com ética

Para reflexão

Diversos

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Áudio

 

O movimento espírita está numa espécie de repetição da história do cristianismo primitivo, numa fase decisiva em sua caminhada. É como se estivéssemos diante de duas portas, uma larga e outra estreita, exatamente como na advertência de Jesus.

A larga dá acesso a um caminho também largo e confortável, que segue através da planície. A outra dá acesso a um caminho pedregoso, estreito, que sobe pelas escarpas da montanha, numa jornada difícil e sacrificial.

Pelo caminho largo, não precisamos estar constantemente em alerta, observando onde pisar, nem fazer muito esforço para caminhar. Basta deixar-nos levar.

No estreito, a subida é difícil. Nossos pés se machucam nos pedregulhos, enquanto o corpo vai se ferindo nos espinhos, mas, em meio aos pedregulhos, crescem lírios brancos a embelezar e perfumar nosso ambiente e, em torno dos espinhos que nos ferem, encontramos folhas verdes a simbolizarem esperança. O suor que escorre pelo rosto e pelo corpo, nos esforços da subida, reflete a purificação da nossa alma pela eliminação de toxinas espirituais, do lixo interior que fomos acumulando ao longo do tempo. E quando menos esperamos, alcançamos o topo da montanha de uma nova etapa evolutiva.

Olhando então para trás, para os caminhos difíceis que acabamos de percorrer, nossa alma se encherá de alegria pelas escolhas acertadas que fizemos.

Mas... se a escolha foi o caminho largo e fácil, já que temos o direito de escolher...

 

Quando Jesus veio trazer novos paradigmas à humanidade, seus seguidores tiveram a missão de levar aquelas idéias para o mundo. Se eles tivessem seguido pelo caminho largo, o da planície, o cristianismo teria morrido em seu nascedouro, mas aqueles cristãos fizeram do “vivenciar os ensinamentos de Jesus e difundir a Boa Nova” o seu projeto de vida, a sua primeira prioridade, a meta para a qual caminharam sem medir esforços nem sacrifícios. Foi uma entrega total. Assim, seguindo pelo caminho estreito e entregando as próprias vidas em sacrifício, eles conseguiram fazer com que a mensagem da Boa Nova pudesse atravessar os séculos e, mesmo de forma distorcida, chegar até nós.

 

Hoje estamos numa nova fase de transição; desta vez, muito mais radical porque o mundo vai mudar de grau. De “provas e expiações” passará à condição de “mundo de regeneração”. Com isso, as imensas legiões de espíritos empedernidos no mal, sabendo que poderão ser exiladas para mundos inferiores, estão “jogando todas as suas cartas” na tentativa de dominar o planeta e aqui permanecer.

Pode-se então facilmente observar o quanto essa fase está sendo conturbada, com as legiões do mal aplicando todos os seus recursos, sua ciência e tecnologias para vencer quaisquer esforços que visem à iluminação do ser.

Estamos assim novamente diante das duas portas, a larga e fácil e a estreita e difícil, só que as dificuldades de agora são diferentes. Diria até que são maiores, porque naquela época ainda pairava no ar a presença do Mestre e seus ensinos e exortações eram repetidos diuturnamente pelos seus seguidores, inflamando-os. Seus corações pulsavam na vibração da Boa Nova, como se fosse o próprio cântico dos anjos a se espalhar sobre os montes, vales e cidades, abençoando corações que há muito aguardavam por ela.

Hoje, temos um movimento espírita formado por diversos tipos: os que aderiram à nossa doutrina, por achá-la coerente; os que chegaram empurrados pelo sofrimento e aqueles outros, poucos, cujos corações pulsam ao ritmo da revelação espírita e que fizeram do espiritismo seu projeto de vida.

A situação é bem diferente daquela do primitivo cristianismo, porque o espiritismo institucionalizou-se, perdendo o ar de cumplicidade geradora de companheirismo e fraternidade. Por outro lado, os poderes das trevas tudo fazem, não para destruí-lo ou parar a sua marcha, mas para evitar que se aloje nos corações e realize as transformações que o Mestre espera.

Nesse contexto, é fácil observar como os estudos doutrinários, os cursos e as atividades caritativas que são realizadas nos meios espíritas pouca resistência encontram, mas qualquer ação visando à “vivência” dos conteúdos espíritas encontra grandes dificuldades para se firmar e produzir efeitos. Nota-se uma espécie de apatia, de desinteresse por propostas que visem, de forma prática e concreta, levar à vivência da amorosidade, da alteridade (respeito pelo pensamento dos outros, por sua maneira de ser, de viver, por seus direitos, etc.), da humildade e demais valores. A propósito, cabe lembrar o que disse Ermance Dufaux: "Espiritismo na cabeça é informação. No coração é transformação".

É verdade que, paralelamente, vem acontecendo um despertar para a busca desses valores, mas isto reflete a minoria e mesmo os grupos que se formam visando a esse crescimento interior encontram grandes dificuldades a fim de conseguir melhores resultados. É o trabalho maciço das sombras contra essas luzes.

Vemos então que este é o momento de relembrarmos os primitivos cristãos, a sua entrega, o seu amor, a sua renúncia, para ganharmos nós também mais disposição e energia em nossa luta com vistas a vencer as forças do mal. Também importa lembrar que o foco principal dessa luta deve estar em nossa TRANSFORMAÇÃO INTERIOR.

Lembremos que os cristãos primitivos vivenciavam realmente os ensinamentos de Jesus, tanto na prática da caridade quanto em suas atitudes. Depois, tudo foi se transformando. O foco foi mudando até institucionalizar-se numa igreja, a Católica Apostólica Romana.

Será que vamos deixar o espiritismo também acabar como mera instituição de caráter filosófico, científico e religioso, crescendo em número de centros e de adeptos, “mostrando a cara” ao mundo, como tantos desejam, mas sem cumprir a sua finalidade maior, que é a transformação do ser?

 

Diante do exposto, cuja realidade qualquer espírita militante percebe facilmente, observa-se a necessidade (urgente) de mudanças nos meios espíritas, nas atividades dos centros, na mentalidade dos dirigentes e dos trabalhadores, no convívio na casa espírita, na forma como vivenciamos e apresentamos o espiritismo àqueles que nos procuram.

Procuremos então refletir, fazer reuniões, trocar idéias, criar fóruns de debates, tudo que for preciso para percebermos quais mudanças estão sendo necessárias, e o quê e como fazer para difundir tais percepções e/ou implementá-las.

 

(Trechos do opúsculo " O espiritismo em época de transição", disponível para download no link: Download)

 

 

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